sexta-feira, 14 de outubro de 2011

.rascunhosdonada.



Você é seu próprio salvador.
Salva suas memórias inquietas e transforma em ecstasy.
Pílulas de sabedoria: um rato sempre vai no queijo mesmo sabendo que a ratoeira vai pegar seu rabo.
Quero sentir todas as letras, me adentar no infinito. Não suporto minha realidade, viajo no espaço do quarto e tento não gastar tudo que tenho. Impossível.
Im a loser baby.
Pois é, me mascaro com a falsa modéstia. Me faço de bom moço, mas o que eu quero mesmo é comer seu filho.
Não ando pelas ruas, elas me dão medo, minha casa já é um espaço com muitos estereótipos, não sei se consigo mais.
A policia suspeita de suicídio.
Relacionamentos amargos, acidez no estômago, dor, rancor, sono.
Sentimentos confusos sem um porque.
Simplesmente é. Não me busque nos seus sonhos, nunca vou habitar lá. Já me tiraram de todos os meus, os alheios é o que eu menos vou penetrar.
Não, a vida alheia não me interessa, o que eu menos quero é saber quanto tem na sua carteira. Me mostre seu coração, se há que sou digno disso.
Só sei criticar. Mas a maior crítica são minhas próprias ações.

















Muito bonito. Obrigado.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

.diasdiasdias.



O que acontece é que depois de todo o acontecido
Eu me pergunto se realmente é isso.
Sempre tenho uma resposta negativa.
Fico me perguntando em qual parte eu errei ou o que pulei. O que eu não consigo entender de fato?
São tantas as perguntas existentes, que simplesmente eu busco não saber de nenhuma resposta.
Cada um tem a sua resposta. Assim como o sangue.
Entre tantas pessoas, não concordo com o que acontece.
Uma vez fui intitulado como raro.
Acho que raro é o efeito “mil pessoas” que moram aqui dentro.
Todas são tão diferentes, mas concordam com a verdade. Lógico, a sua própria verdade.
É por isso que mil vezes eu erro. É por isso que mil noites eu fico a espreita do ladrão.
O ladrão não é você. Você me tratou com a sua verdade.
Não dou valor na verdade alheia. Perdi meus sonhos. Perdi por não dar valor.
Voltei no ponto zero. Será que vou esperar acontecer mais um acontecido pra me perguntar se realmente é isso?






































Até que ponto?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

.nãoqueeuqueira.


Eu não sei se a felicidade é algo palpável.
Estar de bem é bem confuso. Não sei.
Felicidade de noite. Angustia pela manha.
Sim, não parece infeliz quem sempre ri.
Mas será mesmo que nada de mais pode alcançar?
O humor é estranho. Sorriso, tristeza, dor, paixão, amor.
Não. Vamos começar tudo de novo?
Talvez, mas sem as cicatrizes é impossível.
Passou, passou, pra frente agora.
Que frente?



Ontem descobri que eu sou diferente de algumas coisas que eu quero.
Meu amor só será quando eu for mais e estiver disposto.
Você deu em cima de mim, eu aceitei. Você me pegou e acabou rompendo limites que eu não me permito. Eu quis assim, mas não deveria.
Ninguém tem culpa dos meus erros, só meu coração cheio de pontas.
Isto não é rinite, é cherite. Eu disse a ele que aquele dólar na parede era a nota do pó. Ele disse que era meu pagamento.
Pois bem, sua coxa era tão quente e branca que eu quis ficar por ali mesmo. Seu sorriso não me parecia falso. Mas suas palavras...esnobe de sargeta.
Só eu posso decidir o que pode virar. Trato como igual e até menor, mas me perguntava durante o beijo o que estava fazendo ali comigo.
Um olho azul abrigo de não sei o que. Não sei se quero descobrir.


Fluido corporal/cuecas pelo chão/calça/mão/pêlos/unha/saliva/banho/corpo/jogo/foto/olhar/falsidade/prazer vazio.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

.olhealém.


As vezes a sensação de recompensa nunca chega. É estranho, sempre sou ingrato, indefeso e inútil. Esse sentimento não pode me consumir. Mas não ter dinheiro nem pra comer é a realidade de várias pessoas.

Problemas são sempre problemas. A chave da porta está em suas mãos. Você não quer abrir, não se faça de vitima da situação, por favor.

É tanta coisa que eu me enrolei que não sei mas se devo ou não. James, seu pêssego secou e agora o que fazer? Baratas gigantes, grilos falantes e balão não existe, além disso você tem medo de aranha. E agora James?

Bom e agora que a realidade vai além de linha em fileiras que somem com canudos. A realidade é triste. A doença, a velhice e a morte são sofrimentos além daquelas paixões rasas que você encontra por ae todas as noites.

Eu não disse que ia ser fácil,mas veja bem, as crises de choro podem passar quando a vontade é mais fácil que a perdição. Tem que ter força na raiz.

Por quanto tempo vou ter que esperar, as respostas sempre vem e a fome física passa, ah se passa. Mas e a fome espiritual?

James espalhou sementes mágicas pelo quintal. Ninguém acreditou que eram mágicas as sementes de James. James entrou no pêssego, mas o pêssego secou. James tem cabelos cacheados. James confia em algo além.

Durante todas as noites você acompanha aquela garrafa. Não James, não é suco, é depressão engarrafada. É lixo James. Cuidado James pode ser tarde demais.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

.éoquetemprahoje.




Não existem evidências de que continuar pode acabar com tudo.Quero provas concretas da sua solidão. Tento e não consigo encontrar o que eu fiz, mas algo eu fiz. O sofrimento nunca vêm do nada. Más ações geram maus resultados. Más ações geram essa angústia aqui que eu tanto gosto. Nasci, deve ter sido este o erro do universo que ele tenta compensar me fazendo triste. Fracasso, dor, rancor. Tudo se une e consegue destruir um futuro promissor. Promissor? Onde? Na clínica Carandá?
Aqui bem dentro do meu estômago estão reunidos todos os pensamentos confusos que fazem doer tanto, que vira dor física. Sim, eu te amo demais, não consigo te esquecer e ao mesmo tempo eu quero te ter entre meus dedos pra te esmagar e cuspir na sua cara. Não sei se é ódio, não sei onde vai me levar, mas aquela mão que me pegava pela cintura estava quente só de tesão. Não era amor, era atração física da mais torpe possível. Sim, te comi, me apaixonei e não posso fazer mais nada a respeito de tudo isso.
Não quero repetir a dose, só quero esquecer tudo em uma linha e um shot.












Tequila aos desavisados, descamisados, desaforados, desconjuntados. Perdidos, coitados.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

.dose.


A vida simples e despretensiosa da cidade grande me chama atenção. É uma coisa sem drogas. Muitas livrarias. Metrô. Sépia. Pouca luz. Muita chuva. Apartamento antigo. Azulejo. Elevador com aquelas grades. Ruídos de carro. Poucos amores. Muito trabalho. Boa solidão.
Fotos que não foram tiradas ficam na minha mente. Elas estão em um mural de cortiça que eu ganhei do amor da minha vida. Não coloquei na parede. Meu quarto é sujo. Serve como aparador. Não lavo roupa a mais de 1 mês. 2011 é nova solidão. Casamento fantástico. Geladeira estranha. TV de plasma no chão.
Quando a lagartixa anda bem acima da sua cabeça é que o tempo se transformou em espaço e esqueceu de dizer que você precisa dormir. Não, o desespero não passou e amanha ainda tem um pouco de pão embolorado pra comer.








Se eu pudesse ser sua solidão diária, não reclamaria das garrafas deixadas pelo chão.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

.nãoéoquevocêpensa.


A dúvida. O ato.
A depressão. O choque.
A discussão. O choro.
EU EU EU EU EU
O egoísmo. A displicência.
O ódio. A prepotência.
O descaso. A ação.
noitesemclaro
diasemvão