terça-feira, 4 de janeiro de 2011

.dose.


A vida simples e despretensiosa da cidade grande me chama atenção. É uma coisa sem drogas. Muitas livrarias. Metrô. Sépia. Pouca luz. Muita chuva. Apartamento antigo. Azulejo. Elevador com aquelas grades. Ruídos de carro. Poucos amores. Muito trabalho. Boa solidão.
Fotos que não foram tiradas ficam na minha mente. Elas estão em um mural de cortiça que eu ganhei do amor da minha vida. Não coloquei na parede. Meu quarto é sujo. Serve como aparador. Não lavo roupa a mais de 1 mês. 2011 é nova solidão. Casamento fantástico. Geladeira estranha. TV de plasma no chão.
Quando a lagartixa anda bem acima da sua cabeça é que o tempo se transformou em espaço e esqueceu de dizer que você precisa dormir. Não, o desespero não passou e amanha ainda tem um pouco de pão embolorado pra comer.








Se eu pudesse ser sua solidão diária, não reclamaria das garrafas deixadas pelo chão.

Um comentário:

Felipe Marques disse...

"Fotos que não foram tiradas ficam na minha mente."

Curti o post, João.

Abraço!