sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Na noite de quinta-feira


Preciso de prazeres fortes. Banho depois do expediente. Relaxante, mas não é isso. Não, eu não tenho mais grana, me perdi na soma entre uma vodka e uma cerveja. Ontem fui a um bar. “O creme do verão”. Pessoas medíocres, olhares frigidos, sorrisos amarelos, roupas coloridas, nariz branco. Uma banda toca, mas quem são? O DJ faz uma mistura totalmente fake de ritmos. Temos que agradar a todos. Sorria, finja que está gostando, aproveite e curta sua viagem com uma vodka. Pois bem, é ela que passará pela minha garganta anestesiada. Entre um olhar e outro, vejo o seu, através dele consigo enxergar sua mente. Talvez seja apenas uma alucinação, bebi muito? Passando por tanta gente pseudo-intelectual, chego até aquela mente. Sem animação pergunto apenas seu nome. Será que tem algum significado ou seus pais eram “meio hippies”? Que engraçado, dessa vez eu perguntei o nome antes. (estou me superando). Dizia que apenas passava por ali, resolveu parar e tomar alguma coisa. Afogamento é a forma mais simples de matar a solidão. Existem varias formas de afogamento. É, mas a solidão só morre com liquido que pega fogo. Você tem fogo?Obrigado.



Acabou o xampu. Eu estou me acabando. Tenho que parar.










PS: Depois do bar, fui para seu hotel. Entre cartão e espelho, mais um sem sentimento algum.

Um comentário:

Alessandro disse...

as noites de quinta estão se revelando um tédio sem fim...