quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

.éoquetemprahoje.




Não existem evidências de que continuar pode acabar com tudo.Quero provas concretas da sua solidão. Tento e não consigo encontrar o que eu fiz, mas algo eu fiz. O sofrimento nunca vêm do nada. Más ações geram maus resultados. Más ações geram essa angústia aqui que eu tanto gosto. Nasci, deve ter sido este o erro do universo que ele tenta compensar me fazendo triste. Fracasso, dor, rancor. Tudo se une e consegue destruir um futuro promissor. Promissor? Onde? Na clínica Carandá?
Aqui bem dentro do meu estômago estão reunidos todos os pensamentos confusos que fazem doer tanto, que vira dor física. Sim, eu te amo demais, não consigo te esquecer e ao mesmo tempo eu quero te ter entre meus dedos pra te esmagar e cuspir na sua cara. Não sei se é ódio, não sei onde vai me levar, mas aquela mão que me pegava pela cintura estava quente só de tesão. Não era amor, era atração física da mais torpe possível. Sim, te comi, me apaixonei e não posso fazer mais nada a respeito de tudo isso.
Não quero repetir a dose, só quero esquecer tudo em uma linha e um shot.












Tequila aos desavisados, descamisados, desaforados, desconjuntados. Perdidos, coitados.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

.dose.


A vida simples e despretensiosa da cidade grande me chama atenção. É uma coisa sem drogas. Muitas livrarias. Metrô. Sépia. Pouca luz. Muita chuva. Apartamento antigo. Azulejo. Elevador com aquelas grades. Ruídos de carro. Poucos amores. Muito trabalho. Boa solidão.
Fotos que não foram tiradas ficam na minha mente. Elas estão em um mural de cortiça que eu ganhei do amor da minha vida. Não coloquei na parede. Meu quarto é sujo. Serve como aparador. Não lavo roupa a mais de 1 mês. 2011 é nova solidão. Casamento fantástico. Geladeira estranha. TV de plasma no chão.
Quando a lagartixa anda bem acima da sua cabeça é que o tempo se transformou em espaço e esqueceu de dizer que você precisa dormir. Não, o desespero não passou e amanha ainda tem um pouco de pão embolorado pra comer.








Se eu pudesse ser sua solidão diária, não reclamaria das garrafas deixadas pelo chão.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

.nãoéoquevocêpensa.


A dúvida. O ato.
A depressão. O choque.
A discussão. O choro.
EU EU EU EU EU
O egoísmo. A displicência.
O ódio. A prepotência.
O descaso. A ação.
noitesemclaro
diasemvão

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

.desisto.


Por momentos os números dominam o papel e letras deixam de ser o foco, passam a ser finalidade.
Vida de merda? É o que eu poderia dizer, mas pra que e pra quem?
O calendário não perdoa, aliás nada perdoa. Eu perdoo a minha sina, mas não você.
Amigo? Não quero sua amizade, quero seu fluído corporal bem aqui na minha mão. Pornografia em texto, pode até ser. E você gostou, eu sei.
Me deu preguiça das minhas contas. Me deu preguiça de você. Eu não vou terminar este texto.







Assim como você. Um dia, talvez.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

.nostalgia de gtalk.


sabe quando vc escuta um som
ae lembra
de uma parte da sua vida
que voce teve
com algumas pessoas
que não tem mais contato
mas que
não tem mais contato não por brigas
mas por distanciamento
e nem é distanciamento físico
mas sei lá
simplesmente não é mais sua turma
sabe assim
mas ae foi bom
tudo bom
ae vc escuta um som
que vc escutou muito na época
e lembra de tudo
de todos
e dos lugares que foi
e como foi
e dos beijos que deu
de como era o sexo
do cheio do perfume
da casa
e dos detalhes
sabe assim
que tinha uma camiseta regata
e um short curto
e aquele short deixava a perna tão cumprida
ae um dia vc deitou numa pedra
depois de fazer uma trilha de 1 hora
e como tava muito podre
deitou na pedra e pegou sol só de um lado
sua amiga ficou com uma mão na barriga
porque tinha uma pessoa especial que dormiu junto
e deixou a mão na barriga dela
ae vc voltou pela mesma trilha
e já tava muito cansado
chegou na cidade
foi no McDonald's comprou um lanche
e resolveu pedir coca porque tava muito calor
naquele dia vc voltou a tomar refrigerante
fazia um ano que não tomava
e foi bom
tudo bom
e vc lembra
quando escuta aquele som
que na mémória foi a trilha sonora.












tudo pode acontecer mais uma vez. ou não.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

.pedido.


O que dizer de uma tarde que engana?Um sonho com cobra amarela. Noias de vida adulta. Sol, sol, sol. A claridade é tão grande aqui que não vejo mais nada. É tudo branco. A noite é branca. Seu sorriso amarelo. Me apaixonei. Azar, desapaixono, é simples.
Não posso confiar em sombras. Só posso confiar em letras, em números, em almas. 30 minutos de ônibus podem aliviar minha tensão. Mas quem disse que eu busco por solução?
Me arrependo de cada centavo. De cada letra. De cada tinta. Só não me arrependo da poesia.
Por favor, não me ligue mais. Prometo não chorar. Se há que isso importa. É um termino de algo não concreto e que você nem sabe, mas realmente me afeta. NÃO EU NÃO VOU CHORAR JÁ DISSE. Essa lágrima não é por você. É pela vida. É por todas as histórias não concretizadas. Pelo eco da minha voz no vazio. Pelo filme que ninguém assistiu. Pelas fotos não registradas.
Ansiedade, fome e sentimentalismo. Falso? Não, mais que verdadeiro.
Que pena que você não é o que eu pensei.
Você é muito bonito e interessante. FATO.
Mas minha vida é muito complicada.











Casa comigo?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

.keep calm.




A fumaça do cigarro anuncia mais uma noite. Aquela que vem sem desespero, espera o momento certo.Chega.
Carência afetiva ou falta de atenção? Mimo ao máximo. Egoísmo. TUDO MEU PRONTO ACABO.
Algumas brincadeiras ficam sérias. A vida é isso aqui e não quero nem pensar.Te tenho como um pretendente. Te tenho como uma paixão. Mudança de jogo. Mudança de estratégia. Eu não sei o que vai resultar, mas vou tentar.
Te amo até amanhã de manhã. Depois, por favor, desencosta e limpa o resto do branco que ficou no mármore, aquele, junto com suas mentiras.
E nada é pra sempre. Nem a minha solidão.





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Continue a nadar.