terça-feira, 23 de março de 2010

Já, Já, Já


E entre o espelho, a faca, o cartão e a cápsula a minha falta de vergonha estava escondida junto com minha dignidade.
Ok baby, vamos dançar a música mais uma vez, mas, mais uma vez até quando?
Eu descobri que fadas não são boas e que cores em neon são o hype do momento. É meu bem, sou hype, meus amigos são cults e enfim vivo como dona Tati Bernardi odeia e que no fundo eu estava ansioso pra sentir o cheiro de couro e burrice que vem direto da sala ao lado.
Sim sim, sexo é pra fracos, porque não ler um livro e gozar com o cérebro. Uhum, você jura mesmo que leu todos os livros, escutou a todas as musicas e comprou todas as roupas de grife. AMO ver sua cara de espanto e admiração quando eu cuspo todas as minhas mentiras na sua cara. Eu não danço o rebolation só que quero muito uma foda com você bem naquele estilo, saca?
Ah não. Sentimentalismo de esquina da Calógeras? Quando eu passo pela Barão a única coisa que eu penso é como me jogar naquele gramado junto com os “noinhas” ali. A decadência me encanta e o Rivotril já não tá mais fazendo tanto efeito sabia?
Corri de você naquele dia, é; Cruzei toda a Afonso Pena e descobri no meio do caminho que o “dealer” estava mais uma vez prezo, ou seja, no more.

No more baby, no more.

quinta-feira, 11 de março de 2010



Então eu tava lá, na minha, almoçando entre ratos e baratas, um tanto quanto nojento para um restaurante de 8 reais. Não, meu pai não faz almoço em casa, ele se faz, isso sim. Mas enfim, esse post não é sobre minha família, até porque um post só não descreveria a sujeira que é toda essa instituição. Os homens, sim, os homens de família sabe? É sobre isso, aquele cara filho da puta achou que me olhando entre seus óculos eu conseguiria desvendar toda a sua vida, sua esposa estúpida e seu filho mijão. Ah, não me venha com essa de falso moralismo meu senhor, você até pode gozar, mas garanto que quando tira a calça o esperma já escorreu entre suas coxas e o seu cigarro já tá na mão.
Sabe, eu to escrevendo tudo isso pra te ofender, é você mesmo, ofender a você que me compra com amizade barata e apertos de mão. Sim sim, há um burburinho sobre mim, “nossa, como você é bonito, inteligente, cult (enfia o culte naquele lugar)” é...mas e pegar, quem pega? Quem leva pro cinema? Quem anda de mãos dadas? Quem fala com o diler por mim? Que me dá banho quente e quem me proporciona o melhor sexo de todos até todos transarem comigo? VOCÊ? Não, você me dá um abraço e me poe pra dormir como uma presa, só tá esperando eu engordar pra cortar bem cortado e colocar no forno. MUAHAHA, a fada da discórdia me disse que tá tudo em liquidação e que o que era certo não mais existe e a história só termina no final de semana que vem. OK vou te deixar, mas promete pra mim vai, me deixa almoçar sozinho e não me liga no meio da noite tá.







Ratos e baratas ronrronam lá. Muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu.

quinta-feira, 4 de março de 2010


No meio de ratos estava o vestido.
Foi um casamento rico.foi.
Dor, sangue, ferro.
Lagrimas etéreas, beijos forçados.
Estavam todos lindos, vestidos com vestidos pretos ao som do violino enquanto o barro sujava os sapatos engraxados especialmente para essa situação.

quarta-feira, 3 de março de 2010

danço, danço, danço, danço.


Doces amargos momentos que passei ao seu lado. Tinha até planos. Mas sabe, não eram planos de destruir o mundo ou de encontrar a solução pra todas essas vozes aqui na minha cabeça. Não. Era algo mais simples. Uma casa no campo, um cachorro latindo, algumas contas na caixa de correio e você ao meu lado todos os dias, todas as noites.
Querido de cu é rola. Hum, eu sei que você gosta disso, gosta de tudo que é salgado e maldoso. Queremos o bem tanto um do outro que nos dispensamos, eu te dispensei, mas sabe, foi algo tão simples que na minha vontade eu faria 5 vezes de novo só pra voltar com você 10 vezes.
Não, essa não é uma conta ou uma vontade, na verdade a vontade já até passou sabe. Fica ai mesmo, você me cansava e me agoniava ao mesmo tempo, no tempo em que o mar era verde e seu animo era algo tão essencial pra mim que dava o meu pra você tentando resolver uma situação inútil de uma vida mal amada e mal comida, eu te comia mal.
Lá naquela esquina eu espero alguém que posso me devolver, nem que seja por 20 minutos, um pouco de dignidade. Dignidade com sêmen e suor. Espero algo que vá além daquelas agulhas, daquela bagunça, daquela emoção de ficar sóbrio e lembrar que a sua vida é uma merda mas que amanha vence o prazo do cheque.
É, preciso de ópio, ou de um pouco de calma e paciência pra tentar responder a tudo que me bate e me maltrata tanto, agora que você já se foi (graças a deus ou sei lá o que) eu posso tentar ficar aqui, com minha bandeja de prata e meus vinis quebrados que não tocam no toca disco mas aqui, bem aqui, na minha mente. Ainda bem que foi embora meu bem. Vou viver meu doce amargo momento mais uma vez...e sozinho.



PS: leite quente pra fada do dente

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Alá a luz(negra?)



Uma luz começa a brilhar. Sabe aquele clichê: “Uma luz no fim do túnel”? é bem isso. As manhas são rápidas, as noites bem curtas, as tardes calorentas. Sinto a massa cinzenta, preciso dela pra trabalhar. Começa a sair fumaça mas dessa vez ela não é prensada no pulmão. Preciso de oxigênio e de amizades boas. Minha arrogância não faz mais sentido e meu olfato pode ser usado pra mais coisas além de tudo. Morrer jovem e permanecer belo? Será? Será que vale a pena tanta coisa desregulada, tanta sujeira, tanta neve?
Você vem com mais um truque, mais uma carta na mão. Há verdades que não devem ser ditas, pensamentos que não precisam fazer o caminho cérebro, nariz, cordas vocais, cavidade bucal, língua, lábios, ouvido, coração, mágoa. Pô me deixa aqui vai, liga um som bem baixinho e me esqueça entre meus livros, sentimentos e sorvete. Se quiser desligar a TV vai ser um favor. Só não conta pra ninguém, afinal eu sou o maioral e não preciso de comentários negativos, ainda mais quando eu to perdido e desta vez sem meu ópio, sem bandeja de prata, canudo e cartão.




Eu via sua sombra no final do corredor e me segurava pra não gritar: FILHO DA PUTA!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A espera da carona eu continuo aqui parado. Parado. Parado. Um carro passa, mas eu nem olho. Meus pensamentos não estão mais aqui. Vejo a poça de lama. Lama. Areia ou terra e água. Um dia essa água era pura. Era. Então veio uma terra e a tornou lama. Lembro da sua lama. A lama de seus pensamentos tolos. Você estava errado por me pedir pra ficar. Lá dentro do seu intimo, sei que era só desculpa. Você nunca foi de outro jeito. Eu sim. Fui de um jeito que eu não me lembro mais. Cheguei meio que de repente e já fui ficando. Você com essa cara de carente foi me acolhendo. Eu como um perfeito acomodado fiquei. Fiquei e fui ficando. Eu lembro quando você disse que não era como eu pensava. Eu lembro quando eu disse que não era como você pensava. Mas você disse não. Eu disse sim. O sim foi o não. O não foi o sim. Papeis trocado varias vezes. Varias vezes.
Já são 2 e meia da manhã.Acho que hoje não vai acontecer nada. Preciso pagar minha NET. Pagar a fatura do cartão. Pagar a conta de luz. A conta de água. A conta do supermercado. Não agüento mais isso. Esse trabalho me desgasta. Parece que está vindo alguém. E ai cara. 50 reais e sou só ativo. Não chupo. Não beijo na boca. Ta afim? Minha barriga? Dá uma olhada. Gostou né? Hehe. Vamos lá então. Motel.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

.inconstância transgredida.


As depressões já não são mais constantes, meu corpo aprendeu a produzir endorfina, depois de 25 anos era essencial para minha sobrevivência.

Vejo que todo o passado recente começa a me responder. Intrigas, traições, falsidade e egoísmo. Não fui tão sincero mas hoje nada faz sentido como no mês anterior. O tempo não volta e nem perdoa erros primários. O principio de causa e efeito é fato e a abundância de sorrisos são produtos daquelas empresas S/A que fabricam sonhos sem perguntar se você pode pagar ou não. E é caro, acredite.

Não preciso de tanta endorfina e nem preciso de mascar um chiclete durante horas seguidas com um gosto amargo na boca. Sim, não preciso. Fato. Mas como gerar a sensação e depois virar notícia? Ora, não sou um evento e nem preciso de buzz. Não preciso de você, mas eu te quero. Se você ficar ai parado a chuva vai chegar e te molhar e tenha certeza de que você não é um guarda-chuva.

O prato sempre vai pedir mais. Minha garganta quer ser anestesiada, mas dessa vez com sua saliva amarga. Com o seu desprezo profundo e suas atitudes egoístas.

Posso ser vegetariano, mas menti quando disse que não bebia.

Fique comigo e abandone seus pré julgamentos.








Fique...mas não espere suplica.