quinta-feira, 11 de dezembro de 2008


Encontrei o CD que estava procurando. “Acho que sempre te amarei, só que não lhe quero mais”. A trilha sonora perfeita para uma incrível e excitante depressão. O cigarro queima no cinzeiro. Vejo toda minha criatividade virando fumaça. Vejo toda minha vida se acabando dentro de um canudo. Substituição de prazeres às 2 da manhã. Amanhã, hoje, daqui a pouco é outro dia. Sei que tenho trabalho. Talvez seja a única coisa responsável que faço. Agora, 8 da noite, é hora de ligações. Puta! Porque quando eu mais preciso não atende? “Você não pode mais precisa”. Preciso de seu amor idiota. Preciso de desgosto. Preciso de desfeita. Preciso de indiferença. Preciso do seu coração (e que todo o corpo venha junto) Preciso, mas como na musica, não te quero mais. Te substitui por algo mais branco que você.



Te amo idiota.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Dia 5


Receber.Assalariado. Mais um da classe C. Não dá a mínima para o frio dinheiro que ganha. Pouco? Não, suficiente. Mas não é assim que deseja viver. Vive porque é assim que veio. É mais fácil comer frio e pronto. O reflexo da luz solar no monitor do computador faz o pensamento...não, pensar assim NÃO!


(Uma pausa nas cronicas depressivas junkies)


SIM. Sou mais um estagiário. SIM, as pessoas não dão a mínima para estagiários. SIM, tenho um trabalho legal e ganho...o suficiente para continuar morando na casa do meu pai(o.O)SIM, trabalho bastante(e gosto disso). SIM, o pessoal da empresa me trata muito bem. SIM, eu posso dizer que estou feliz por tudo isso. SIM, as previsões de mudanças para o capricorniano são reais. SIM, eu estou no meu inferno astral. SIM, eu estou lidando MUITO bem com isso. SIM, eu estou crescendo(não em altura física, meus 1,92 já são suficientes). SIM, a vida é isso. SIM, começo a não me assustar com meu sentimento. SIM, consigo sobreviver com POUCOS amigos (leia – se verdadeiros). SIM, vou curtir muito o som do Gui Boratto no Garage sábado (06/12) (Tá afim de colar lá?. SIM, fazem mais de três meses que eu não vou pra “baladinha”(leia – se futilidade na noite). SIM, eu sou capitalista e me orgulho de contribuir com minha mão de obra para o sistema. SIM, SIM, SIM.

Cansei de dizer não, vem...eu vou dizer sim.

Amanhã é dia 6 e viva a nova lei do estagiário (leia – se: João Paulo Bernal foi contratado pela nova lei e não trabalha aos sábados)


\o/


VIVA O FINAL DE SEMANA.(Só agora eu realmente entendo)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008


Enquanto a musica toca, a boca fica seca.O carro bate.SAI!A língua não consegue ficar parada.Quero tomar água.Penso em você.Você em mim.Vou para casa.Sem dormir me mecho na cama.Travo um dialogo que é um monólogo.Não consigo parar de falar.Desespero.Falta.Sede.Suor.Frio.Meu corpo dói.Com certeza a batida me machucou.Tento dormir mas não consigo.Minhas ações foram brancas.Agora minha fala é rápida e não consigo parar.Parar de falar.Sede.Parar de pensar em você.Preciso de uma água.Não.Talvez uma cerveja.Já são 7 da manhã.O sono não vem.Vou levantar.Olhar o sol.O sol através de um cartão.Crédito.Faculdade.CPF.Posso parar a qualquer hora.Só espero ser contigo.Sem cartão.Juntos em uma batida de carro.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Final de semestre pedindo carona.


O semestre está se encerrando. Cerrando as veias que sem conhecimento já estão quase mortas. Roxo e verde são cores que a pele não consegue esconder. Ossos, pele, tudo sobrevive com muito pouco. As depressões não são mais curadas com comida. A química é outra.

Tardes de muito sono em algo nada tentador. Sou obrigado, mas continuo a te amar. Na sua tarde também não tem sono, mas é diferente. Prazer as 15 com 22 ou seria 16? O telefone não para de tocar e continuo a me incomodar. Te amo idiota.

Lá na estrada só com a toalha e a mochila, velha mochila. Meus óculos estão sujos de tanta poeira. Meu nariz anestesiado não sente mais o cheiro de terra molhada. Sinto falta de tanta coisa. Tanta coisa não sente minha falta. Tanta coisa agradece à falha.

Um carro parou. Pensamentos atordoados e mentirosos. Não é assim, mas me forço a compreender sem entender. Essa é mentira, você nunca me quis. Sempre fui um passatempo empoeirado. 2° opção. Role de fim de noite. Companhia para a embriagues.

Me deparo com a beleza mas meu coração está muito acelerado. Meus olhos abertos não conseguem fixar um ponto. O ponto é você. Pra onde? Pra onde você for tudo bem?!. Claro, gostei de você. O espelho estava no porta luvas, a artificialidade me encontrou no meio da estrada quente da tarde. A viagem se inicia feliz e branca como sempre. Não fiz as provas do final de semestre. Perda de foco. Perda de motivação. Substituição de prazeres. Substituição de pessoas. Tento mas o ponto não é final, o ponto é de interrogação.



Pra onde este carro está indo?

quarta-feira, 22 de outubro de 2008


A redundância da frase no sopro da mesmice. O não do sim é inevitável na situação. Estou aqui. Você ali. Dias na noite com você. Na fumaça do sol te perder frente ao conhecimento. Não sofro. Gosto. Você ali não era. Eu era. Amigos sentados, canto dos bambus ao lado. A tarde é molhada e vazia. Falta talvez, mas tento controlar. Consigo. Sei que vai cair o sol. Os ponteiros se sentem mal. A musica toca. Vou de encontro a voz eletrônica. Você está ali como sempre. A redundância da frase no sopro da mesmice.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Um dia de aula (Uma auto-ironia)


O café da manhã é agradavelmente ruim.A faculdade talvez.Premio TV Morena, aquartelamento de pensamentos.Sentimentos sufocados.Aulas repetitivas e insossas.Engano o meu ego e me sinto sangrar.Transito entre a cigarra e a formiga, ainda não sei qual sou.É tempo de decidir.
Entre meus amigos sou um peso vegetal.Sinto, respiro, faço fotossíntese.Não me mecho.Choro as magoas de um relacionamento.A depressão me encanta.
As cadeiras são geladas.O quadro é verde.Tijolos marrons.O cinza paira no ar.Rostos condenados a olhar para frente.Murmúrios de desinteresse.Desolado no canto tento fazer um roteiro.Penso e dispenso.
Tento mudar.Nado contra a correnteza.Correndo nos corredores penso, reflito.Tenho uma nova idéia.Volto para o TV Morena.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008


Então ontem depois de tudo você se foi. Você se foi mais uma vez. Mais uma vez chorei. Começo a pensar se quem conheci é outro. Outra pessoa. Conheci alguém que vários conhecem, mas diferente. Da forma como você diz. Da cor. Do seu cheiro levo as recordações. Noites e dias quentes. Noites e dias frios. Com você o paradoxo sempre acontecia. Não sabia se ia me xingar ou dizer “Eu te amo”
Nunca consegui ao certo te entender. Sagitário é agora, depois é outra história. Depois é bem coisa de capricórnio. Lembra o dia das estrelas? Ver o céu com você era diferente. Tudo era diferente com você, até você.

É isso.
É pau é pedra é o fim do caminho?