sábado, 20 de outubro de 2012

.pouco.



A novela vira opção quando o amor é difícil.

No fundo, o que a gente quer de verdade
é 1 ano de supermercado grátis.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

.amnésia.



Esqueci do passado, de como cheguei até aqui. Olho minhas mãos e não lembro de onde vieram tantos machucados, do porque das unhas roídas e da ansiedade incontrolável.
Levanto os braços e busco uma resposta no céu, no sol e até mesmo na lua que está distante, escondida.
As lágrimas são inevitáveis. Em pedido de socorro clamo ao sobrenatural que acorde minha memória, meus sonhos, minha antiga vida.
Já está claro, a reflexão é em vão e ainda clamo. Não tenho mais voz, não tenho mais família, não tenho mais amor.
Para onde foram tantos elogios? Para onde foram os cachos do meu cabelo? Para onde foram a juventude e a pele boa?


...


Os anos consumiram, não tiveram piedade do meu egoísmo e ganância.
Sim, agora sei os motivos, mas ainda estou perdido. A inteligência não me salvou, o dinheiro não me salvou.
Agora lembro... Você nunca me amou.


...



Mas será que um dia eu me amei?

sábado, 15 de setembro de 2012

.esperançanoescuro.




É sempre assim, mentes criativas que justificam a salvação com inteligência. Dizem que o trunfo é o cérebro.
Não quis magoar ninguém, através de ilusões continua o loop dito como vício.
Liga pra entrar, tenta pra esquecer, e o que encontra é solidão. Mas solidão já não era o ponto zero? Se nasceu sozinho, por que a busca incessante de companhia?
Nem o próprio ego sabe a resposta de tantos questionamentos. As grades são finas e pagas com dedos que escrevem sem cessar. As grades são pagas com trabalho mental, mágica da sorte, sol surreal, ambição e piadas maldosas.
Invenções para sobreviver. Nada é real. Visão e pensamentos são moldados. Quem tem este poder pode ser superior ou cair em tarja preta. O que é dado é cobrado e muitas vezes com sanidade.
Pouca idade é bônus, mas as horas passam, os dias passam, os meses continuam e do nada mais um final de semana sufocante. Escolha 2 dias da semana, pense sobre o que há e siga.
Vê a garota com dentes nas mãos. É inspiração de dias nublados.  Pode ser algo perdido, um jogo em que não existem ganhadores.  Olhos atentos aos passos, sussurros de injúrias. Vai ter que mudar para Oz. Quando passa o próximo tornado?
A noite é imensa e a cabeça não para. Entre os vãos das grades ele chora pela garota, chora pelos garotos. Lança mão do azar, sente o amargo na garganta e amaldiçoa o acaso. Escuta e esquece. O caminho não pode ter curvas.
Texto cheio de perguntas que não respondem nada. Só sabe que faltam camisas novas.







Choque, pneumonia e talento no lixo. Será mesmo que é tão confiante da salvação?



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

.resumo.



Chegou e não disse muita coisa, apenas que iria ficar, que um dia acabaria, mas nem a própria sabia qual seria a data do fim.
A música estava alta, o carro muito veloz e os olhos um tanto quanto vermelhos. Só pairavam dúvidas naqueles corações amargurados. O dinheiro, o tempo e o amor eram as únicas certezas que existiam.
Alguém acendeu um cigarro. O vento na janela do veículo levava as cinzas para fora, mas deixava alguns pontos brancos na calça preta. Era a indicação de que nada controlava o espaço, nem mesmo mãos fortes e juventude.
Nada ainda, só silêncio. Um silêncio que gritava choro e cheirava vômito. Ponto, enfim puxou o freio de mão, o caminho tinha acabado, e aquele som quebrou as nóias que estavam ali.
Um passo na frente do outro. Uma coisa de cada vez. Nada é fácil. Nada empolga durante muitos meses.
Olhou pro lado e tudo havia desaparecido. Olhou pro outro e só viu uma mancha branca, bem pequena, no meio do nada. Abaixou, chegou mais próximo, era o rótulo de uma vodka barata, amassado e meio molhado. Abriu totalmente e olhou o verso. O esboço de um sorriso formou no seu rosto.






"É tudo verdade. A solidão realmente está com você, mas ela me disse, vai te deixar.”


sábado, 11 de agosto de 2012

.angústia.



Fim do túnel
Cigarro acabado
Noite virada

8 da manhã
Sol quente
Porta entreaberta

Unhas roídas
Roupa suja
Vodka no copo

Desamor
Ardor
Rancor

Cabelo ao vento
Pantanal verde forte
Asfalto recapeado

Criatividade que falta
Pais no telefone
Arrependimento tardio

Amor inventado
Canudos de papel
Confusão e desgosto



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

.semumidade.



eu pensei em você esta noite. na realidade pensei muito.
uma festa do tipo gente da nossa idade.
as luzes brancas foram substituídas
por vermelhas e azuis
do nada, paixões que viram amigas
drama.
mas nem tudo que eu sempre quis,
acontecendo bem na minha frente
surpreendeu.

a arrogância dominou o olhar.

ok
vocês são lindos, mas não são a minha garota

os pensamentos frágeis continuam.
a incoerência aparece como amiga.
sexy tapes mal resolvidas,
desejo pulsante,
tesão retraído,
busca infinita.

venha, venha minha garota.
aceite meu convite
tira essa dor
apaga a angústia.

seja a inconstância dos 23.
faça a vida valer.
prometo chocolates, céu azul e sol brilhante.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

.nãoencontrococalight.


Julgamento. Causa e efeito. Falou muito, perdeu a honra. Julgado está.
Sem ajuda, sem pretensão. A luz negra ilumina camisas brancas, sorrisos perfeitos, cadarços de all star. Isso não salva. O fim do túnel é amarelo, brilha pra poucos, tem seu preço. Cuidado, vida regrada, saúde, exames, remédios.
Sabe qual é o caminho certo, sabe muito bem. O ego é maior. Aperta a maresia enquanto olha pro relógio. Roubo, sequestro, educação. Maquiagem cafona, roupa carregada, inexperiência, salário baixo.
Caminha, corre, puxa, flutua. Ônibus lotado, cartão no vermelho, esperança que se foi.
Unhas roídas de ilusão. Cor no sol, fungos queimados, pernas ao alto, acidentes e desamores.
Trânsito caótico, olhares profundos, vidas ao léo. Mentira, bipolaridade, ignorância.
Arrogância às 8 e meia. Títulos incompletos, paixão por superiores, críticas alheias. Verdade nos dedos, criatividade explorada, futuro vago. Sonha com leões.
Beleza, fama, amizades. Enquanto há dinheiro a festa continua. Roupas pretas, álcool, colocação. Olhares trocados, hálito de hortelã. Música alta, delírios de 5 da manhã. Os pés não param. Tremor, ardor, rancor.  
Telefonemas, e-mails, tesão. Temperatura baixa, sexo suado, difamação. 1, 2, 3. Meia luz, gozo ácido, barrigas malhadas. Amor inventado, prazer sem sentido, velocidade atrasada.

6 e meia, guarda-chuva na boca, reflexão. Loop da vida, armadilha do medo, mais um dia, desperdício, perdição.